BIBLIOTECA ZECA DE MAGALHÃES
BIBLIOTECA
Desde 2004, a Biblioteca Zeca de Magalhães integra o Programa Institucional do CRIA, sendo um território fértil para a formação cidadã, o estímulo à imaginação e o fortalecimento da identidade de jovens oriundos de comunidades populares de Salvador. Nasceu com a missão de democratizar o acesso à leitura e à escrita, transformando o hábito de ler em uma ferramenta de empoderamento e descoberta do mundo. Ela é um lugar onde se leem livros e também corpos, territórios, culturas, afetos e histórias. Está localizada na chegada do CRIA para convidar a quem interessar ao deleite da leitura e o contato com o mundo das palavras vivas, e criativas. uma realidade marcada por desafios sociais, onde o acesso à leitura crítica e à escrita reflexiva nem sempre é garantido, a biblioteca se torna uma ponte poderosa entre o saber e o fazer. Em 2025 num ato simbólico para guardar a memória do seu patrono foi lançado pelos jovens do CRIA o selo Zeca de Magalhães. A biblioteca é aberta ao público com data e horário pré divulgados a cada período.
ZECA DE MAG.
Nosso patrono, José Narciso de Magalhães Carvalho Filho, nasceu em 4 de agosto de 1959 e foi um homem que viveu pela palavra atuando como livreiro e vendedor de livros na frente da Biblioteca Central localizada nos Barris- Salvador. Trabalhou na Academia Baiana de Letras. Militante da literatura, teve um papel importante no Movimento da Literatura e da Poesia nos anos 8O, 90 e 2000. Dedicou uma vida inteira à produção literária popular contrapondo a literatura de elite, contribuindo para o acessibilidade da poesia, movimentando a cena cultural, de literatura, e de arte da cidade de Salvador. Fomentou Cine Clubes, Teatro em volta ao CRIA foi atuante como pai, poeta e educador.
Criou e coordenou o espaço da poesia do CRIA, sendo membro da equipe técnica da instituição. A cada reunião de coordenação que participava presenteava em poesia a síntese desta atividade. Entrou no CRIA, como pai, compartilhou com a gente processos formativos de seus 5 (filhas e filhos), jovens dinamizadores do CRIA. Seu legado pulsa em cada atividade, livro e conversa que a biblioteca promove.
Publicou os livros “O Nome do Vento” (1998) e “A Oeste do Meu Coração” (2004), além de distribuir seus escritos em livretos pelas ruas da cidade. Zeca acreditava na literatura como direito e responsabilidade. Criador do grupo CRIAPoesia, formou gerações de jovens escritores e dirigiu recitais emblemáticos como “Por que Você Não Vem?” e “Nordestino Sim, Nordestinado Não”.



ACERVO
+5.000 OBRAS
São mais de 5.000 obras, com ênfase em autores(as) brasileiros(as), literatura negra, indígena, infantojuvenil, além de periódicos, revistas, DVDs e materiais informativos e educativos diversos. Material didático disponível, apenas para o ENEM. O acervo é vivo e acessível: pode ser consultado no local ou emprestado aos leitores cadastrados. Este acervo é formado e ampliado mediante participação em editais públicos bem como de doações diretas.